Simmepe Informa

Ano XI - Edição Especial - Setembro/2009

   
 

O setor eletro-metal-mecânico no Estado de Pernambuco

   

O segmento industrial metal-mecânico/eletro-eletrônico é um dos principais esteios da estrutura manufatureira de Pernambuco. Um diversificado conjunto de subsegmentos traduz sua grandiosidade e o seu dinamismo, destacando-se, entre os quais, os ramos da siderurgia (aço e alumínio), da produção de equipamentos pesados, estruturas metálicas, tratamento de superfícies, embalagens metálicas, bens de capital, autopeças, material de transporte, lâmpadas, material de radiodifusão e comunicação e equipamentos de informática, entre muitos outros. Sua importância pode ser medida, ainda, a partir da contribuição direta à formação de receitas para a União e o Estado.Segundo o presidente do EAS, a empresa já conta com encomendas de 22 navios o que garante a utilização de 100% de sua capacidade de produção até 2015. Essas embarcações, conforme explicou, necessitam ter pelo menos, 65% de componentes nacionais. “Em razão disso, consideramos importantes contarmos com fornecedores locais. Estamos sempre abertos a realizar novos contatos e a prestar todas as informações que sejam úteis para que as empresas possam se qualificar para atender às nossas demandas”, afirma Bellelis.

Fundição Pessoa de Queiroz, na década de 20. Posteriormente, foi adquirida por Menezes
Irmãos e Cia, passando a chamar-se Fundição Santo Amaro

Mola propulsora

Pela sua natureza e características, atribui-se maior importância ao segmento em face da sua capacidade germinativa e irradiadora de efeitos sobre os demais setores econômicos, transformando-o numa inigualável mola propulsora de desenvolvimento, uma verdadeira fábrica de fábricas, como se costuma dizer. Por isso, Pernambuco dispõe, nesse segmento, de um amplo leque de possibilidades econômicas.
Retrocedendo no tempo, registros dão conta de que até o início da década de 30 a economia pernambucana baseava- se no binômio agroindústria canavieira e manufatura do algodão. A escala de produção e as ramificações intra e intersetoriais garantiam, à época, a indiscutível liderança econômica do Estado no Nordeste.


Em 1932, foi instalada no Recife a Fábrica e Fundição Capunga, cuja razâo social era “E. Lucena Paes & Cia”, tendo como proprietários Euclides Pereira de Oliveira Lucena e José Mendes dos Santos

Foi a partir daquele decênio em diante que o setor industrial começou a registrar um processo de diversificação de suas atividades. Entre outros fatores, a impulsão provinha da criação de normas que disciplinavam as relações entre patrões e empregados. Em meio a esse ambiente fértil, surgem, ainda que de forma precária, os primeiros empreendimentos do ramo metalúrgico.

Surgimento

Na década de 20, já funcionava no Recife a Fundição Pessoa de Queiroz, que, posteriormente, passou a se chamar Fundição Santo Amaro após ser adquirida por Menezes Irmãos e Cia. Em 1932, instala-se na capital pernambucana a “Fábrica e Fundição Capunga”,

cuja “E. Lucena, Paes & Cia.”, tendo como proprietários Euclides Pereira de Oliveira Lucena e José Mendes dos Santos Paes.

Convém frisar, no entanto, que, no contexto econômico daquela ocasião, a metalurgia era absolutamente inexpressiva no Estado. Mas aqui se impõe registrar seu surgimento, em escala industrial, como o embrião do que hoje ela representa para a economia estadual. A partir da década de quarenta, contudo, a metalurgia começou a ganhar densidade em Pernambuco, com a instalação no centro do Recife, da Companhia Siderúrgica do Nordeste (COSINOR). Objetivava atender ao parque sucroalcooleiro da região, que em virtude da guerra na Europa não conseguia peças e equipamentos de reposição para as máquinas. Sua consolidação veio aos poucos até tornar-se o mais importante empreendimento sidero-metalúrgico do Norte e Nordeste do Brasil.
Reunindo capitais Brasileiro e Português, a Açonorte instalou-se em 1958 no município de Goiana. A siderúrgia foi vendida em 1965 ao Grupo Brennand que a transferiu para o bairro do curado, Jaboatão dos Guararapes

Mas o impulso maior dado à indústria metal-mecânica/ eletroeletrônica de Pernambuco veio com a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), em 1959. De cerca de 1.600 projetos para a Região, aproximadamente 330 eram desse segmento. O Estado absorveu em torno de 125 deles. Tratando-se, em geral, de empreendimentos de grande escala, esses investimentos, em Pernambuco, foram responsáveis por um significativo aumento do número de empregos diretos criados pelos projetos aprovados.


Instalada em Itapissuma, a Alcoa produz artefatos em alumínio, tais como perfis para
esquadrias, telhas, bobinas, chapas e folhas.

Diversidade

Com efeito, a produção industrial desse segmento ganhou complexidade e diversidade dos anos 60 para cá, hoje compreendendo: laminados e perfilados de aço, vergalhões e arames para a construção civil, laminados e extrudados de alumínio, autopeças, caldeiras, moendas e destilarias, evaporadores, trocadores de calor, vigas de pressão, perfis, arames industriais, arames farpados, cabos de aço, cordoalhas, peças fundidas de metais diversos, pregos, grampos, parafusos, adornos, dobradiças, tubos e conexões, conjunto para irrigação, estruturas metálicas, esquadrias de ferro e alumínio, formas metálicas, tanques, caçambas, terceiro eixo, transportador mecânico, arames perfilados, galvanizados e
formados, lã de aço, latas, rolhas metálicas, caixas e quadros, brocas, chicotes, molas e escapamento para veículos automotores, indústrias de equipamentos de cozinhas industriais, artefatos de aço inoxidável, turbinas eólicas, móveis e transportes. No segmento eletroeletrônico, Pernambuco dispõe de um parque importante, oferecendo ao mercado equipamentos de telecomunicações, baterias secas, baterias automotivas, lâmpadas, relés e dispositivos temporizadores eletrônicos, equipamentos de comunicação, geradores de energia, fios condutores, painéis elétricos e dispositivos de comando, placas de circuitos impressos, materiais elétricos em geral, torres e antenas, entre outros itens.


Em 1969, a Siderúrgica Açonorte
foi adquirida pelo Grupo Gerdau
passando a denominar-se Gerdau Açonorte. Produz barras, perfis, fio máquina, arames, pregos e
vergalhões

A Philips produz e exporta para outros países lâmpadas
para automóveis e motocicletas

No geral, a indústria metal-mecânica e eletro-eletrônica de Pernambuco vem dando, atualmente, sinais de grande vitalidade. Contando com um parque industrial diversificado, com mais de 500 empresas, entre grandes indústrias multinacionais e microempresas, que geram cerca de 15 mil empregos diretos, o setor prepara-se para experimentar um novo surto de crescimento e de avanço tecnológico que a consolidará como um dos setores industriais mais importantes do Estado.

O estaleiro está em operação e deveráentregar o primeiro navio em abril de 2010.
A implantação desse projeto está criando um cluster da indústria naval em Suape e
colocando Pernambuco no mapa da indústria pesada nacional.


O marco dessa arrancada é a instalação da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul, no Complexo Industrial Portuário de Suape. A refinaria está em fase de implantação, enquanto o estaleiro está em operação e deverá entregar o primeiro navio em abril de 2010. A implantação desse projeto está criando um cluster naval em Suape, levando Pernambuco a entrar no mapa da indústria pesada nacional. naval e offshore de Pernambuco. Na lista das primeiras empresas, estão as indústrias de bens de capital Jaraguá, Daihatsu, RIP, Alphatec, Denini/ Codistil, EBSE, XCMG e indústrias de gases White Martins e IBG. Além disso, com a instalação da indústria argentina de aerogeradores Impsa e da RM Eólica, fabricante espanhola de torres, começa se formar no estado um pólo de equipamentos para geração de energia alternativa. Com isso, haverá uma crescente demanda para empresas pernambucanas que atuam nas áreas de estruturas metálicas, pinturas e tratamentos de superfícies, usinagem, caldeiraria, montagem e metalurgia, entre muitas outras. Mais de 30 empresas da Região já estão fornecendo produtos e serviços ao estaleiro. Além disso, empresas de outros estados e países já
anunciaram interesse em integrar o polo de petróleo e gás,naval e offshore de Pernambuco.
Na lista das primeiras empresas, estão as indústrias de bens de capital Jaraguá, Daihatsu, RIP, Alphatec, Denini/ Codistil, EBSE, XCMG e indústrias de gases White Martins e IBG. Além disso, com a instalação da indústria argentina de aerogeradores Impsa e da RM Eólica, fabricante espanhola de torres, começa se
formar no estado um pólo de equipamentos para geração de energia alternativa.

 

Com a instalação da indústria argentina de geradores Impsa e da RM Eólica, fábrica de
torres espanhola, começa a se formar em Pernambuco um polo de equipamentos para
geração de energia eólica