 |
O segmento industrial
metal-mecânico/eletro-eletrônico é um dos principais
esteios da estrutura manufatureira
de Pernambuco. Um
diversificado conjunto de subsegmentos
traduz sua grandiosidade
e o seu dinamismo,
destacando-se, entre os quais,
os ramos da siderurgia (aço
e alumínio), da produção de
equipamentos pesados, estruturas
metálicas, tratamento
de superfícies, embalagens
metálicas, bens de capital,
autopeças, material de transporte,
lâmpadas, material de
radiodifusão e comunicação
e equipamentos de informática,
entre muitos outros. Sua
importância pode ser medida,
ainda, a partir da contribuição
direta à formação de receitas
para a União e o Estado.Segundo o presidente do EAS, a empresa já conta com encomendas de 22 navios o que garante a utilização de 100% de sua capacidade de produção até 2015. Essas embarcações, conforme explicou, necessitam ter pelo menos, 65% de componentes nacionais. “Em razão disso, consideramos importantes contarmos com fornecedores locais. Estamos sempre abertos a realizar novos contatos e a prestar todas as informações que sejam úteis para que as empresas possam se qualificar para atender às nossas demandas”, afirma Bellelis.
Fundição Pessoa de Queiroz, na
década de 20. Posteriormente, foi
adquirida por Menezes
Irmãos e
Cia, passando a chamar-se
Fundição Santo Amaro
Mola propulsora
Pela sua natureza e características,
atribui-se maior
importância ao segmento em
face da sua capacidade germinativa
e irradiadora de efeitos
sobre os demais setores
econômicos, transformando-o numa inigualável mola propulsora
de desenvolvimento,
uma verdadeira fábrica de
fábricas, como se costuma dizer.
Por isso, Pernambuco dispõe,
nesse segmento, de um
amplo leque de possibilidades
econômicas.
Retrocedendo no tempo,
registros dão conta de que
até o início da década de 30 a
economia pernambucana baseava-
se no binômio agroindústria
canavieira e manufatura
do algodão. A escala de
produção e as ramificações
intra e intersetoriais garantiam, à época, a indiscutível
liderança econômica do Estado
no Nordeste.

Em 1932, foi instalada no Recife a
Fábrica e Fundição Capunga, cuja razâo
social era “E. Lucena Paes & Cia”, tendo
como proprietários Euclides Pereira de
Oliveira Lucena e José Mendes dos Santos
|
Foi a partir daquele decênio
em diante que o setor
industrial começou a registrar
um processo de diversificação
de suas atividades.
Entre outros fatores, a impulsão
provinha da criação
de normas que disciplinavam
as relações entre patrões e
empregados. Em meio a esse
ambiente fértil, surgem, ainda
que de forma precária, os primeiros
empreendimentos do
ramo metalúrgico.
Surgimento
Na década de 20, já funcionava
no Recife a Fundição
Pessoa de Queiroz, que,
posteriormente, passou a
se chamar Fundição Santo
Amaro após ser
adquirida por
Menezes Irmãos
e Cia. Em 1932,
instala-se na capital
pernambucana
a “Fábrica
e Fundição
Capunga”,
|
cuja “E. Lucena, Paes & Cia.”, tendo
como proprietários
Euclides
Pereira de Oliveira
Lucena e
José Mendes dos
Santos Paes.
| Convém frisar, no entanto,
que, no contexto econômico
daquela ocasião, a metalurgia
era absolutamente inexpressiva
no Estado. Mas aqui se
impõe registrar seu surgimento,
em escala industrial,
como o embrião do que hoje
ela representa para a
economia estadual.
A partir da década
de quarenta, contudo,
a metalurgia começou
a ganhar densidade em
Pernambuco, com a instalação
no centro do
Recife, da Companhia
Siderúrgica do Nordeste
(COSINOR). Objetivava
atender ao parque
sucroalcooleiro da região,
que em virtude da guerra na Europa não conseguia
peças e equipamentos de
reposição para as máquinas.
Sua consolidação veio aos
poucos até tornar-se o mais
importante empreendimento
sidero-metalúrgico do Norte
e Nordeste do Brasil. |
 Reunindo capitais Brasileiro e Português, a Açonorte instalou-se em 1958 no município de Goiana. A siderúrgia foi vendida em 1965 ao Grupo Brennand que a transferiu para o bairro do curado, Jaboatão dos Guararapes |
Mas o impulso maior dado à indústria metal-mecânica/
eletroeletrônica de Pernambuco
veio com a criação da
Superintendência do Desenvolvimento
do Nordeste (SUDENE),
em 1959. De cerca de
1.600 projetos para a Região,
aproximadamente 330 eram
desse segmento. O Estado absorveu
em torno de 125 deles.
Tratando-se, em geral, de
empreendimentos de grande
escala, esses investimentos,
em Pernambuco, foram responsáveis
por um significativo
aumento do número de empregos
diretos criados pelos
projetos aprovados.

Instalada em Itapissuma, a
Alcoa produz artefatos em
alumínio, tais como perfis para
esquadrias, telhas, bobinas,
chapas e folhas.
Diversidade
Com efeito, a produção
industrial desse segmento ganhou
complexidade e diversidade
dos anos 60 para cá, hoje
compreendendo: laminados e
perfilados de aço, vergalhões
e arames para a construção
civil, laminados e extrudados
de alumínio, autopeças, caldeiras,
moendas e destilarias,
evaporadores, trocadores de
calor, vigas de pressão, perfis,
arames industriais, arames farpados,
cabos de aço, cordoalhas,
peças fundidas de metais
diversos, pregos, grampos, parafusos,
adornos, dobradiças,
tubos e conexões, conjunto
para irrigação, estruturas metálicas,
esquadrias de ferro e
alumínio, formas metálicas,
tanques, caçambas,
terceiro eixo, transportador
mecânico, arames
perfilados, galvanizados e
formados, lã de aço, latas,
rolhas metálicas, caixas e
quadros, brocas, chicotes,
molas e escapamento
para veículos automotores,
indústrias de equipamentos
de cozinhas
industriais, artefatos de
aço inoxidável, turbinas
eólicas, móveis e transportes.
No segmento eletroeletrônico,
Pernambuco dispõe
de um parque importante,
oferecendo ao mercado equipamentos
de telecomunicações,
baterias secas, baterias
automotivas, lâmpadas, relés e
dispositivos temporizadores
eletrônicos, equipamentos
de comunicação, geradores
de energia, fios condutores,
painéis elétricos e dispositivos
de comando, placas de
circuitos impressos, materiais
elétricos em geral, torres e
antenas, entre outros itens.

Em 1969, a Siderúrgica Açonorte
foi adquirida pelo Grupo Gerdau
passando a denominar-se Gerdau
Açonorte. Produz barras, perfis, fio
máquina, arames, pregos e
vergalhões |

A Philips produz e
exporta para outros
países lâmpadas
para automóveis e
motocicletas |
|
No geral, a indústria metal-mecânica e eletro-eletrônica
de Pernambuco vem
dando, atualmente, sinais de
grande vitalidade. Contando
com um parque industrial
diversificado, com mais de
500 empresas, entre grandes
indústrias multinacionais e
microempresas, que geram
cerca de 15 mil empregos diretos,
o setor prepara-se para
experimentar um novo surto
de crescimento e de avanço
tecnológico que a consolidará
como um dos setores industriais
mais importantes do
Estado.
|

O estaleiro está em operação e deveráentregar o primeiro navio em abril de 2010.
A implantação desse projeto está criando
um cluster da indústria naval em Suape e
colocando Pernambuco no mapa da indústria
pesada nacional.
|
O marco dessa arrancada é a instalação da Refinaria
Abreu e Lima e do Estaleiro
Atlântico Sul, no Complexo
Industrial Portuário de Suape.
A refinaria está em fase
de implantação, enquanto o
estaleiro está em operação
e deverá entregar o primeiro
navio em abril de 2010. A implantação
desse projeto está
criando um cluster naval em
Suape, levando Pernambuco a
entrar no mapa da indústria
pesada nacional.
naval e offshore de Pernambuco.
Na lista das primeiras
empresas, estão as indústrias
de bens de capital Jaraguá,
Daihatsu, RIP, Alphatec, Denini/
Codistil, EBSE, XCMG e indústrias
de gases White Martins
e IBG. Além disso, com a
instalação da indústria argentina
de aerogeradores Impsa
e da RM Eólica, fabricante espanhola
de torres, começa se
formar no estado um pólo de
equipamentos para geração
de energia alternativa.
Com isso, haverá uma
crescente demanda para empresas
pernambucanas que
atuam nas áreas de estruturas
metálicas, pinturas e tratamentos
de superfícies, usinagem,
caldeiraria, montagem
e metalurgia, entre muitas
outras. Mais de 30 empresas
da Região já estão fornecendo
produtos e serviços ao estaleiro.
Além disso, empresas
de outros estados e países já
anunciaram interesse em integrar
o polo de petróleo e gás,naval e offshore de Pernambuco.
Na lista das primeiras
empresas, estão as indústrias
de bens de capital Jaraguá,
Daihatsu, RIP, Alphatec, Denini/
Codistil, EBSE, XCMG e indústrias
de gases White Martins
e IBG. Além disso, com a
instalação da indústria argentina
de aerogeradores Impsa
e da RM Eólica, fabricante espanhola
de torres, começa se
formar no estado um pólo de
equipamentos para geração
de energia alternativa.
|
| |

Com a instalação da indústria argentina de
geradores Impsa e da RM Eólica, fábrica de
torres espanhola, começa a se formar em
Pernambuco um polo de equipamentos para
geração de energia eólica |
|