Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Pernambuco

Oportunidades de negócios na Mecânica Nordeste


O evento é o mais importante do setor no Norte/Nordeste
Um ambiente propício para realização de negócios
O número de expositores tem atraído milhares de visitantes

O parque industrial do Nordeste tem se apresentado como um mercado em contínua expansão. Uma prova disso são os projetos estruturadores, como o Estaleiro Atlântico Sul e a refinaria de petróleo Abreu e Lima que estão se instalando em Pernambuco. Em função desse crescimento, as indústrias da região têm investido cada vez mais na modernização e ampliação de seus parques fabris a fim de não ficarem fora desse surto expansionista.

 Para as indústrias de bens de capital interessadas em alcançar esse mercado em crescimento, a feira Mecânica Nordeste – Fimmepe 2007 surge como uma grande oportunidade para as empresas ampliarem a visibilidade de suas marcas na região. A feira, destinada à indústria eletro-metal-mecânico, será realizada de 24 a 28 de setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco.

O evento, promovido pelo Simmepe, é considerado o maior e mais importante do Norte/Nordeste nesse segmento. A cada ano, o número de expositores e a quantidade de produtos apresentados, têm atraído milhares de visitantes de Pernambuco e de outros Estados interresados em conhecer as últimas novidades tecnológicas destinadas ao setor industrial.

 “A Mecânica Nordeste já consolidou-se como um importante instrumento de geração de negócios para as indústrias nacionais que há vários anos participam do evento”, afirma Alexandre Valença, presidente do Simmepe. O sindicato também tem utilizado a feira como instrumento de ligação entre o estaleiro Atlântico Sul e as empresas interessadas em se candidatar a fornecedoras do empreendimento. No ano passado, 40 empresas se cadastraram durante a Fimmepe, informando suas linhas de produtos e seu potencial para atender às necessidades do estaleiro. Este ano, o trabalho continuará sendo realizado.

Nesta 13ª edição, os organizadores esperam contar com mais de 200 expositores e receber um público de 18 mil pessoas. Empresas como a Bosch Rexroth, Gasparini do Brasil, Trade Import, Schulz, Indústrias Romi, Norgreen, Camargo Corrêa e Grupo Gerdau já garantiram seus espaços na feira.

Entre os expositores da feira estarão empresas dos segmentos de engenharia industrial, manutenção, material elétrico, automação, peças de reposição e equipamentos em geral, além de instituições financeiras. “Tudo isso vai garantir aos visitantes da Fimmepe um ambiente propício à realização de negócios”, afirma André Mozetic, diretor da Greenfield Business Promotion, empresa responsável pela comercialização do evento

Expectativas para negociação salarial

Girley Brazileiro, Alexandre Valença e José Otávio na assembléia geral do sindicato

O Simmepe deu início à negociação salarial coletiva anual com a realização, no último dia 13 de agosto, da Assembléia Geral Extraordinária. Durante o encontro, que reuniu representantes de pequenas, médias e grandes empresas do segmento industrial eletro-metal-mecânico do Estado, foi formada a comissão de negociação patronal, que se comprometeu a analisar a pauta de reivindicações do sindicato dos trabalhadores. A série de rodadas de negociações teve início na semana seguinte, conforme agenda negociada com os trabalhadores.

 Com a data-base da categoria fixada em 1º de setembro, o assessor jurídico do Simmepe, Dr. José Otávio de Carvalho, prevê que as negociações serão concluídas até o dia 31 de agosto. “As pautas de reivindicações deste ano estão bem parecidas com as de 2006. Em razão disso, é esperado que as negociações entre as comissões patronal e dos trabalhadores transcorram com tranqüilidade. A meta é de que cinco reuniões sejam realizadas até o dia 31 de agosto para que em setembro o acordo já esteja selado”, afirma José Otávio.

De acordo com ele, apenas dois aspectos poderiam alterar o rumo dos trabalhos. Um deles seria relacionado a questões relativas à política interna do sindicato dos trabalhadores e o outro é a expectativa gerada pela implantação dos projetos estruturadores no Estado, como o Estaleiro Atlântico Sul, que poderia deixar nos funcionários o sentimento de que as empresas poderiam dar ganhos reais acima das expectativas no próprio setor.

O que muda com o Nexo Técnico Epidemiológico

As novas normas estabelecidas para as relações trabalhistas pelo Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) têm sido motivo de polêmica entre os mais diversos ramos de atividade no país. A regulamentação, que passou a vigorar em 1º de abril de 2007, alterou os procedimentos e rotinas referentes a doenças e acidentes de trabalho. Se antes, o trabalhador, para ter direito ao benefício da previdência social, precisaria provar que adoeceu ou se acidentou no trabalho, agora o ônus da prova passa a ser do empregador.

A nova legislação se baseia na relação estatístico-epidemiológica estabelecida de forma presumida entre o ramo de atividade econômica, expressa pela Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE), e a entidade mórbida motivadora da incapacidade, relacionada na Classificação Internacional de Doenças – CID 10, com base na série histórica dos benefícios concedidos pelo INSS (2000-2004).

Desse modo, quando um trabalhador contrair uma enfermidade ou sofrer um acidente estatisticamente relacionado a uma atividade profissional, o INSS deverá lhe conceder, automaticamente, o benefício auxilio-doença acidentário – espécie B91.

A empresa, não concordando, terá que apresentar ao INSS um requerimento para não-aplicação do NTEP, acompanhado de farta documentação probatória. Em razão disso, as empresas, a partir de então, têm que alterar sua estrutura funcional, disponibilizando, inclusive, um quadro de profissionais específicos para preparar toda a documentação a ser enviada ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS).

"O NTEP é um avanço do ponto de vista prevencionista, uma vez que as empresas deverão reforçar o investimento na segurança e saúde do trabalhador, gerenciando adequadamente o ambiente de trabalho, eliminando e controlando os agentes nocivos à saúde e à integridade física, cujas ações deverão ser documentadas e arquivadas para compor o conjunto probatório em possíveis oposições aos agravos estabelecidos pelo NTEP”, afirma o coordenador de RH da TCA, Evandro Azevedo.

Além disso, o investimento na prevenção de acidentes e doenças poderão acarretar para o empresário o benefício da redução em até 50% do percentual que é aplicado às empresas pela Previdência Social para custear os Riscos de Acidentes de Trabalho (RAT).

Por outro lado, caso ocorra um aumento na freqüência de infortúnios produzidos e em decorrência do trabalho, o percentual poderá ser elevado em até 100%, pois, junto com NTEP, foi instituído o Fator Acidentário Previdenciário (FAP), que é um multiplicador a ser aplicado sobre a alíquota correspondente ao enquadramento da empresa na atividade econômica da CNAE", diz Azevedo.

Demonstrando inconformismo com os novos procedimentos estabelecidos pelo NTEP, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIn, com pedido de liminar, impugnando o artigo 21-A da Lei 8.213/91, acrescentado pela Lei 11.430/2006, e dos §§ 3º e 5º a 13 do artigo 337 do Regulamento da Previdência Social, Decreto nº 3.048/99, com a redação que lhes deu o Decreto nº 6.042/2007. A ADIn recebeu o número 3931, a qual poderá ser acompanhada no site www.stf.gov.br

Prometal terá 20 empresas participantes

Margarida Lima (D), da Fiepe, apresenta o Prometal II

O Simmepe conseguiu articular a participação de 20 empresas no Prometal II, projeto desenvolvido no âmbito do Procompi – Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias da Federação das Indústrias (Fiepe), em convênio com a CNI e Sebrae Nacional. Entre as empresas participantes, 8 já eram associadas ao Simmepe. As demais vão, agora, passar a integrar o quadro social da entidade e assim aproveitar o incentivo oferecido às associadas participantes do Prometal.

As empresas que vão participar dessa segunda edição do programa são: Aço Coelho, Aerotec, Agira, Almec, Coneg, Expocenter, Ghel Plus, IBB – Ind. de Botões Brasil, Lumack, Madelar, Mecol, Metalshop, Metalúrgica Oliveira, Miratec, Nedilma, Penta Automação, Prevenção, Suporte, Usitelas e Utipec.

 O Prometal tem como objetivo fortalecer o setor, as entidades sindicais, a cultura de associativismo, além de melhorar a qualificação de mão-de-obra, modernizar a gestão e ampliar o acesso a mercados locais, nacional e internacional. Até dezembro de 2008, o projeto tem entre as metas: aumentar em 30% o número de empresários qualificados em gestão e em 5% o número de associados do Simmepe e capacitar 100 trabalhadores. No processo de formatação do Prometal II, o Simmepe promoveu uma série de reuniões com representantes de indústrias do setor eletro-metal-mecânico e executivos da Federação das Indústrias para discutir as necessidades prioritárias do setor. Foram realizados encontros no auditório do sindicato e da federação.

De acordo com Nara Cristina, assessora técnica da Federação das Indústrias, três pontos se destacaram nos debates: “O primeiro foi o núcleo setorial, as empresas que estão interessadas em participar do programa; o segundo foi a adequação do projeto às áreas prioritárias a serem trabalhadas, que são: qualidade, gestão financeira, comercialização e produção. O terceiro assunto abordado foi a escolha de três representantes de indústrias envolvidas para integrarem o comitê gestor, que junto com a federação vai monitorar as ações do projeto”, afirma.

 

Cursos para o segmento de soldagem

William de Abreu em palestra no auditório do sindicato

Depois da palestra “Construção naval: Fatores críticos para o crescimento sustentável", realizada no dia 14 de agosto, para profissionais do segmento de soldagem, o Simmepe planeja promover um novo evento visando a um maior aprofundamento no assunto. A idéia é oferecer um curso com 10 horas de carga horária, tendo como instrutor o especialista em soldagem da empresa White Martins, Dr. William de Abreu Macedo.

A iniciativa do curso é decorrente do sucesso do último encontro, quando Macedo falou para um auditório lotado sobre os diversos aspectos técnicos da soldagem na área naval e perspectivas do setor no mercado nacional a partir das operações do estaleiro Atlântico Sul que está sendo implantado em Suape. “Abordamos, nesse primeiro momento, a necessidade de aprimoramento da indústria brasileira, tanto do ponto de vista técnico quanto de pessoal, considerando o que a Transpetro está colocando como prioridade”, afirma William Macedo. O especialista adianta que as próximas palestras que estão sendo programadas tratarão de temas variados, direcionados para todo o parque industrial, incluindo a construção naval. “A Idéia é sempre tentar levar o que existe de mais moderno do ponto de vista dos processos para que as empresas possam se adequar para competir em termos internacionais, conforme exigências da Transpetro”, explica William. Na palestra proferida no Simmepe, ele desta cou que esse é o momento de retomada do crescimento da indústria naval brasileira. “A Transpetro, dentro do processo atual de renovação de sua frota, está encomendando 42 navios, em duas etapas, dos quais 26 serão fabricados pelo Estaleiro Atlântico Sul. Antes desta encomenda, a última havia sido feita em 1986. Em razão disso, essa é a grande oportunidade de a indústria naval brasileira recuperar o tempo perdido e investir em modernização”.

Com relação ao curso, ele adianta que serão abordados temas com foco em soldagem e corte térmico. A data ainda está para ser confirmada. O evento integra o programa de seminários e cursos que vem sendo promovido pelo Simmepe com o objetivo de oferecer aos associados oportunidades de acesso à capacitação e informações sobre o mercado do segmento eletro-metal-mecânico, particularmente o que se relacione com a indústria naval e a petroquímica.

Missão será realizada em novembro

Em Rotterdam, a missão participará de rodadas de negócios
Em Shangai os empresários visitam a feira Metal Working
A comitiva irá a Seul para visitar o estaleiro da Samsung

    

Está marcada para o período de 4 a 21 de novembro a viagem da missão empresarial promovida pelo Simmepe com destino à Holanda, China e Coréia do Sul. O objetivo será colocar os representantes das empresas associadas do Simmepe em contato direto com empresários de pequenos e grandes grupos ligados ao setor naval. “Dessa forma, esperamos criar oportunidades de negócios para as empresas interessadas em participar da cadeia produtiva do setor que surgirá em Pernambuco a partir da implantação do estaleiro Atlântico Sul”, afirma o presidente do sindicato, Alexandre Valença.

Já garantiram sua participação na missão as empresas Galvanisa, Kronorte, Tron, Mundo das Placas, Polifrio, Utipec, Alphatec, Máquinas Piratininga e o Centro das Indústrias de Pernambuco. A primeira parada da comitiva será na Holanda, onde os empresários serão recebidos como convidados do governo holandês e da autoridade portuária de Rotterdam. Nessa cidade, os associados vão participar da “Europort & Maritime”, feira internacional destinada exclusivamente ao setor naval. Também serão realizadas rodadas de negócios com empresários fornecedores de navipeças e empresas de serviços do setor naval. Segundo o executivo da delegação comercial holandesa em Pernambuco, Dirk Meewis, excetuando a passagem aérea e a hospedagem, todos as demais despesas da missão na Holanda serão custeadas pelo governo holandês.

 A segunda etapa da missão será na China, onde os empresários visitarão, em Shangai, a feira Metal Working, evento que promove o segmento metal-mecânico. Na mesma cidade, serão visitados estaleiros e empresas produtoras de navipeças. Por último, a comitiva segue para Seul, na Coréia Sul, para visita ao estaleiro da Samsung, parceiro do Atlântico Sul, que está sendo instalado em Suape. Na ocasião, também ocorrerão reuniões com empresários do segmento de fabricação de navipeças.

Para o secretário-executivo do Simmepe, Girley Brazileiro, a formação de parcerias e joint-ventures para a obtenção de transferência de tecnologia é uma das alternativas para as empresas pernambucanas que planejam ser fornecedoras do estaleiro. “Nesse sentido, os contatos com as indústrias do setor durante a missão serão uma grande oportunidade para dar início a negociações para um futuro acordo”, ressalta. Segundo Brazileiro, a programação da missão ainda poderá sofrer algumas alterações a fim de se adequar às necessidades do grupo.

 

Estaleiro e Transpetro realizam seminário

Em resposta ao esforço que a diretoria do Simmepe vem fazendo para inserir as empresas pernambucanas no rol de fornecedores de componentes e serviços para o Estaleiro Atlântico Sul, os associados do sindicato compareceram em peso ao seminário promovido pelo Estaleiro Atlântico Sul e a Transpetro, no último dia 5 de julho, no auditório da Escola Técnica do Senai.

Na ocasião, o empresariado do setor pôde conferir informações sobre início das contratações, potenciais parceiros no Estado, critérios para o fornecimento e importância do setor metal-mecânico na formação do cluster naval de Pernambuco.

O presidente do estaleiro, Paulo Haddad, e o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, anunciaram, entre outras coisas, que o primeiro navio fabricado pelo estaleiro no Porto de Suape deve estar concluído em julho de 2010. De acordo com Haddad, o cronograma de construção indica o início do processamento de aço dentro de 13 meses.

Para Alexandre Valença, que vem mantendo negociações permanentes com a diretoria da empresa e com fornecedores de navipeças do exterior, o evento foi de grande relevância para os empresários do setor.